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Turismo sobre bikes em Niterói

 

14/03/2016

 

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Cidade terá, a partir de abril, visitas guiadas sobre duas rodas a pontos como museus, praias, centros históricos e Caminho Niemeyer.

 

A partir de abril, Niterói vai ganhar, mensalmente, visitas guiadas por meio de bicicletas a pontos turísticos da cidade. O projeto Niterói Bike Tur, organizado pelo Programa Niterói de Bicicleta da Prefeitura de Niterói, vai acontecer no final de abril, em data ainda a ser definida. O objetivo dos encontros é coletar dados sobre sinalização e infraestrutura, atrativos turísticos, meios de hospedagem, serviços de alimentos e bebidas e bicicletarias que poderão ser utilizados pelos cicloturistas. As informações servirão como base para a implantação, até o fim do ano, do cicloturismo na cidade. 

O projeto será em parceria com a Universidade Federal Fluminense e a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur). O programa será balizado em circuitos e a cidade ganhará os circuitos Museus, Centros Históricos, Caminho Niemeyer e Orla.

Isabela Ledo, coordenadora do programa Niterói de Bicicleta, disse que a pedalada partirá da Praça Arariboia, no Centro, até a Fortaleza de Santa Cruz, em Jurujuba. “Queremos aproveitar essa rota para produzir um diagnóstico para que o projeto maior, de cicloturismo, seja feito”, contou Isabela Ledo.

Já em relação ao cicloturismo, o projeto é da UFF e começou no ano de 2014, em sala de aula pela disciplina Turismo e Transportes, lecionada pela professora Fátima Morela Edra. Seu objetivo na época era incentivar seus alunos a refletir sobre transporte e seus efeitos no turismo, contemplando Niterói.  “Desafiei os alunos a se dividirem em equipes e apresentarem uma proposta sobre a mobilidade de turistas e residentes para o lazer na cidade, usando para isso o plano da prefeitura”, disse a professora Fátima Morela Edra. 

Fátima contou que as pesquisas que estão sendo feitas identificaram um grande potencial cicloturístico em Niterói. Por aqui circulam, diariamente, cerca de 1 mil ciclos (skates, bicicletas e triciclos), sendo 90% de bicicletas. Por meio desse transporte, os visitantes e moradores conseguem fazer seus passeios turísticos sem necessidade da presença de um guia. “Nós constatamos, através de estudos que o maior número de visitantes aos pontos turísticos vem do Rio de Janeiro. Os alunos participantes do projeto foram até lá para pesquisar o perfil do seu público alvo. Durante a pesquisa, além de conhecerem muitos ciclistas que já pedalaram por aqui, descobriram que muitos ainda não sabiam da gratuidade das barcas para o transporte de bicicletas”, contou a professora.

Fátima contou ainda que o roteiro Orla será o primeiro de quatro circuitos implementados na cidade (Museus, Centro Histórico, Caminho Niemeyer e Roteiro Orla). O motivo é a facilidade de demarcar o trajeto, que será por toda a orla da Zona Sul. “O nosso objetivo era ter todo o roteiro funcionando até as Olimpíadas, mas faltam recursos para isso. No entanto, queremos ter todo o projeto definido até o fim do ano e, assim, a implementação completa”, disse Fátima.

Infraestrutura – Segundo a Prefeitura de Niterói, hoje, a cidade conta com aproximadamente 30 quilômetros de malha cicloviária, dos quais 15 quilômetros foram construídos na atual gestão municipal. 

Até o final de 2016, está programada a duplicação desta malha, totalizando 60 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas distribuídas entre as diversas regiões da cidade, interligadas entre si, e a pontos de conexão com outros modais de transporte.

Mobilidade – Nesta terça-feira será lançado oficialmente  o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Niterói. O objetivo é estabelecer a meta de deslocamento dentro do município pelos próximos dez anos. 

A elaboração do PMUS é uma exigência do Ministério das Cidades desde 2012. O plano deve ainda priorizar o transporte público coletivo e o não motorizado para pedestres e ciclistas.

O projeto terá ainda a cooperação técnica do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, na sigla em inglês) e da World Resources Institute (WRI), duas das mais importantes ONGs do mundo ligadas ao transporte nas cidades, e terá patrocínio de US$ 100 mil do Banco de Desenvolvimento da América Latina. A previsão é que o plano esteja concluído em oito meses.

Circuito Museus 

O objetivo desse roteiro é percorrer ruas onde estão localizados os principais museus da cidade e que tem a possibilidade de visitação. Inicia-se o MAC, passando pelo Museu do Ingá, prosseguindo para o Museu Janete Costa de Arte Popular e finalizando no Solar do Jambeiro. 

Centro Histórico

A particularidade do roteiro está na possibilidade de transmissão da história da cidade, para a população e turistas, por meio das arquiteturas urbanas presentes no centro. Inicia-se no Espaço Cultural dos Correios, segue para o Teatro Municipal de Niterói, Palácio Araribóia, Igreja Nossa Senhora da Conceição, Palácio da Justiça, Biblioteca Pública de Niterói, Monumento da República, Liceu Nilo Peçanha, Câmera Municipal de Niterói e finaliza no 76º DP (Delegacia da Mulher).  Há possibilidade de estender o roteiro até o Mercado de Peixe, passando pela Rodoviária Roberto Silveira e pelo bairro Portugal Pequeno. Mas, para completar o percurso com esses atrativos, torna-se necessária maior atenção e estudo para seu desenvolvimento.

Caminho Niemeyer 

O percurso possibilita visualizar as principais obras do arquiteto Oscar Niemeyer existentes na cidade. Começa na Praça Popular, segue pela orla passando pela Praça JK (Juscelino Kubitschek), Museu de Cinema da Petrobras e finaliza no Museu de Arte Contemporânea (MAC). Além disso, ao longo do percurso também podem ser vistos o Forte do Gragoatá, a Ilha da Boa Viagem, a Igreja da Nossa Senhora da Boa Viagem e a paisagem da cidade do Rio de Janeiro.

Roteiro Orla

Inicia na Praia da Boa Viagem, passando pelo MAC, Praia das Flechas (onde se visualiza a pedra do Índio), Praia de Icaraí, Praia de São Francisco, Praia de Charitas (onde está localizada a Estação Hidroviária de Charitas projetada por Oscar Niemeyer), Praia de Jurujuba (segunda maior fazenda de Mariscos do Brasil) e, por fim, a Fortaleza de Santa Cruz.

Fonte: O Fluminense