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Mulheres em motos e bicicletas orientam motoristas em Niterói

20/12/2016

 

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Foto: Guilherme Leporace/O Globo

  

Grupo de motociclistas da NitTrans era formado por homens até entrada de Ruth de Brito

 

NITERÓI — No dia 6 deste mês, quando uma retroescavadeira rompeu um cano de gás subterrâneo na Rua Moreira César, em Icaraí, ela foi a primeira agente de trânsito a chegar ao local. Ruth Alves de Brito, de 26 anos, é uma das duas mulheres motociclistas da NitTrans que trabalham na fiscalização do trânsito de Niterói.

No acidente de Icaraí, ela mobilizou o plano de emergência, que não evitou a lentidão na Roberto Silveira, na Miguel de Frias e em ruas próximas, mas evitou o caos no trânsito no horário de rush.

Baiana, como é conhecida pelos colegas (ela é natural de Salvador), não tem vida mole no agitado trânsito de Niterói. Seu posto fixo é na esquina da Avenida Visconde do Rio Branco com a Rua Marechal Deodoro, por onde passam os ônibus que saem do Terminal João Goulart. Quando acontece algum problema na cidade, contudo, ela é a primeira a ser acionada por causa da mobilidade da motocicleta nas vias engarrafadas.

— De motocicleta, ela chega rapidamente ao local de acidentes ou de qualquer outro problema que esteja causando impacto na circulação dos veículos. Em caso de acidentes, Ruth e os demais motociclistas (são 14, incluindo Baiana e outra mulher que trabalha no horário da tarde) estão orientados a liberar as pistas o mais rapidamente possível ou, então, solicitar auxílio pelo rádio — explica o coronel Alexandre Cony, diretor de Infraestrutura Viária da NitTrans.

Baiana ingressou na NitTrans há três anos e pediu para integrar o grupo de motociclistas, formado, até então, somente por homens.

A NitTrans também admitiu mulheres (e pretende ampliar o quadro feminino) no trabalho de fiscalização das ciclovias com o emprego de bicicletas. As três mulheres ciclistas percorrem os calçadões de Icaraí, São Francisco e Charitas, orientando pedestres e ciclistas. Sete homens fazem o mesmo trabalho.

— A infração mais comum é o trânsito de pedestres e ciclistas fora das faixas de segurança — conta Maria Eduarda, uma das ciclistas.

 

Fonte: O Globo