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Boa para a saúde e para o bolso

 

20/03/2017

 

1Foto: A Tribuna

 

Pedalar é o melhor remédio, elimina gordura corporal, combate a flacidez dos músculos, tira o estresse do dia e melhora a respiração. Esse é o texto que todos que pedalam têm na ponta da língua e não é que estão certos?

 

“Testes apontam que, em uma hora de pedaladas, é possível gastar entre 300 e 500 calorias, cerca de 30% a menos do que na esteira. Mas essa diferença pode ser compensada com a mudança de intensidade da pedalada.

Em bicicletas tracionadas, basta aumentar a dificuldade no trajeto. Para aumentar a carga, suba uma ladeira”, ensina o vendedor Daniel Miranda, de 26 anos, que mora em Itaboraí e trabalha em uma loja que fica em Icaraí, zona sul da cidade, e pratica há quase uma década o ciclismo urbano. Daniel pedala 60 quilômetros diariamente e diz também que o prazer em pedalar só é quebrado com os sustos causados pela falta de cidadania das pessoas, que não respeitam os ciclistas.

 

“Às vezes a prática do ciclismo esbarra na violência do trânsito, as pessoas não respeitam as regras e deixam as nossas vidas por um fio”, concluiu o vendedor.

 

Críticas à parte, com a estrutura do trânsito, o fato é que com a maior malha cicloviária do país, o Estado do Rio registra aumento no número de pessoas que usam a bicicleta para se locomover diariamente. Há nove anos, o programa Rio – Estado da Bicicleta estimula o uso do meio de transporte através da implantação de infraestrutura cicloviária, da promoção de ações educacionais e de atividades culturais, sociais e esportivas. De acordo com a ONG Transporte Ativo, o número de ciclistas nas ruas das cidades fluminenses dobrou em um período de cinco anos. Na capital, 43,5% novos usuários já aderiram às bicicletas. O município de Niterói teve o maior aumento do estado: 59,7%. Em Niterói existem 35 quilômetros de ciclovias.

 

Números esses confirmados pela Rosana Scott, sócia de uma tradicional loja de bicicletas que existe há 22 anos na cidade. Segundo ela são vendidas cerca de 30 bicicletas por mês e os valores são os mais variados, partindo de R$ 800 e chegando à R$ 82 mil. Quem não tem essa bagatela para investir numa bike nova, a alternativa são as reformas. Uma bicicleta inglesa, por exemplo, dos anos de 1950 foi totalmente reformada e hoje está sendo revendida por R$ 2.490.

 

“Com a crise em que o país está mergulhado uma das opções é reformar bicicletas usadas. As pessoas vêm aqui e deixam a bicicleta toda velhinha e quando voltam se assustam com a magrela zerada”, comenta cheia de orgulho.

 

Uma das vias com grande movimento de ciclistas é a Avenida Roberto Silveira, em Icaraí. Por lá, é fácil encontrar a farmacêutica Débora Lima, de 32 anos, que sempre utilizou esse tipo de transporte para o lazer e também para ir ao trabalho.

“Amo pedalar, é muito mais ágil, porém a única ressalva que faço é para que se tenha mais paciência e respeito aos ciclistas, principalmente nos cruzamentos. Fora isso é pura diversão e a garantia de uma vida mais saudável”, concluiu.

 

Segundo o programa Niterói de Bicicleta, o número de ciclistas cresceu até 67% em ciclovias da cidade. O levantamento foi realizado no início de janeiro e revelou ainda que a maior parte das bicicletas é utilizada como meio de transporte para o trabalho. Os dados apontam que, pela manhã, o pico no número de ciclistas é em direção às barcas, e, no final do dia, ocorre o contrário: o fluxo aumenta no sentido oposto. Isso foi observado tanto no Centro como em Icaraí.

 

Fonte: A Tribuna